terça-feira, 5 de maio de 2026


E eu, o silêncio cru do deserto. O avançar esquivo das dunas. Transmutação. Pequenas pérolas de areia fina guiadas pelo vento, quando o vento é paciente e meigo. Reescrever a noite sem urgência.

Desfaz-se a fronteira entre o céu e a terra, um rio sem margens lavrado na ausência. Também aqui há uma melodia, um respirar umbelino sob o eco das coisas sem nome, sob a pele.

Gosto que fiques.