Por
motivos que não vêm ao caso, apenas no Sábado comecei a ver as imagens da
destruição que a depressão Kristin provocou em Leiria. É desolador. Desde aqui,
onde o temporal não fez, desta vez, grandes estragos, parece outro país.
Os
ministros Maria Lúcia Amaral e Leitão Amaro são, no mínimo, dois imprestáveis, quanto
a isso, não há a menor dúvida, mas a falência do país e do Estado é mais profunda e
transversal. Não há prevenção, previsão, preparação, mas também não há certezas
de que outro governo faria melhor gestão. Pedrogão Grande foi a desgraça que se
sabe. O que nunca falha é a solidariedade do tal povo de quem os políticos falam
tantas vezes e com tanta soberba e abuso; vizinhos, amigos e desconhecidos, que
se desdobram em boa vontade e entreajuda, com urgência e sem lamentações.
Diogo
Pacheco de Amorim deu uma entrevista ao Observador e, segundo li, afirmou não
ter dúvidas de que o Chega substituirá o PSD depois destas eleições
presidenciais. É espantoso pensar que pode ter razão, e pode ter razão. Por
algum motivo ininteligível para mim, há mesmo quem veja no Chega uma
alternativa competente para guiar os destinos do país; talvez porque o nível de
mediocridade de alguns ministros desta AD é tão confrangedoramente evidente que
permite, a uns sonhar, a outros desbaratar.