segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026


Por motivos que não vêm ao caso, apenas no Sábado comecei a ver as imagens da destruição que a depressão Kristin provocou em Leiria. É desolador. Desde aqui, onde o temporal não fez, desta vez, grandes estragos, parece outro país.

Os ministros Maria Lúcia Amaral e Leitão Amaro são, no mínimo, dois imprestáveis, quanto a isso, não há a menor dúvida, mas a falência do país e do Estado é mais profunda e transversal. Não há prevenção, previsão, preparação, mas também não há certezas de que outro governo faria melhor gestão. Pedrogão Grande foi a desgraça que se sabe. O que nunca falha é a solidariedade do tal povo de quem os políticos falam tantas vezes e com tanta soberba e abuso; vizinhos, amigos e desconhecidos, que se desdobram em boa vontade e entreajuda, com urgência e sem lamentações.

Diogo Pacheco de Amorim deu uma entrevista ao Observador e, segundo li, afirmou não ter dúvidas de que o Chega substituirá o PSD depois destas eleições presidenciais. É espantoso pensar que pode ter razão, e pode ter razão. Por algum motivo ininteligível para mim, há mesmo quem veja no Chega uma alternativa competente para guiar os destinos do país; talvez porque o nível de mediocridade de alguns ministros desta AD é tão confrangedoramente evidente que permite, a uns sonhar, a outros desbaratar.