Ontem
à noite, a RTP1 passou o concerto que os Trovante deram na Meo Arena, no passado Março. Estive para ir e não fui. Este ano tenho tentado e aproveitado,
muito, concertos, teatro, orquestra, mas Março foi um mês difícil e, já não sei
porquê, deixei passar. Tinha tempo. Não sabia que o Luís não tinha. Não sabia nada
da doença, mas, agora, vendo-o ali, percebe-se a fragilidade; até na voz. Ainda
assim, parece impossível; estávamos em Março, passaram quatro meses.
Foi
bom, o concerto. É quase inócuo na televisão, mas a alegria em palco era
visível, vibrante. Viver tudo numa noite já seria a metáfora perfeita para o
reencontro; de repente, é como se o verso ganhasse a espessura crua, intimamente
lúcida da despedida.