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segunda-feira, 20 de julho de 2020

José Miguel Júdice, o impoluto disto tudo

José Miguel Júdice tem-se esforçado imenso por parecer impoluto. Desde que rebentou o escândalo (outro) Luanda Leaks, desta vez na pessoa de Isabel dos Santos, outra dona de muita coisa que nunca levantou qualquer suspeita entre pares e ímpares, que o agora não advogado – como também se esforça por lembrar – não se tem poupado a esgrimir as suas desassombradas virtudes, ele disse, ele soube, ele não teme, ao contrário de outros, inclusive colegas, que também sabem, mas temem, muito, ele é livre como poucos, ele almoça e pequenalmoça, avisam-no para que não se meta, e ele arma-se e mete-se, avisado e redentor, e eu desconfio sempre de quem precisa muito, muito, de se mostrar sempre virtuoso. Estridentemente.

Sempre tão atento e perspicaz, Júdice nunca viu nada de suspeito no tempo em que trabalhava para – ou com, fará toda a diferença – Isabel dos Santos e será isso que o traz martirizado. Independentemente da legalidade da coisa feita – e não duvido nada da legalidade –, há uma mácula reputacional que permanece como uma cicatriz desastrada e grosseira, que nenhuma operação de charme, por mais poeticamente suada, poderá disfarçar. A vaidade, por vezes, tem um preço demasiado elevado. Peçonhento.


domingo, 17 de maio de 2020

Ana Gomes


Acaba de largar uma bomba. Outra. Goste-se ou não do estilo, Ana Gomes já provou do que é capaz. 
É uma boa notícia para a democracia e, possivelmente, uma dor de cabeça para António Costa. É bem provável que o país precise de ambas.
Além disso, vai ser muito interessante ouvir que causas destapará Júdice, que loucuras congeminará até terça-feira, agora que se converteu numa espécie de entertainer com laivos de aristocrata, da SicNotícias. Já ali ensaiou a rábula da Ana e do André, entre gémeos e siameses, agastado com as críticas da mulher malcriada e perigosa para a democracia, na sua doutíssima opinião. Em elegância, já viu melhores dias. E não sei por que razão me terei lembrado disto.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Oh, sôtor...

Ando eu de volta aqui do blogue e calho em começar a ouvir As Causas do senhor Júdice. Sobre a "Ana" e o "André"...
Que asco. Ao que se pode chegar para tentar salvar a face.